Propostas do novo governo para a Educação do Brasil


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Olá,


Um novo governo assumiu a presidência e com ele algumas mudanças diante do cenário dos últimos anos na educação brasileira.


Os profissionais e preocupados com o rumo da educação do Brasil tem se perguntado qual as propostas para este setor.


Então, nós da GoClass trouxemos as novas propostas do atual Ministro da Educação para o setor!


Perfil do novo Ministro do MEC


Ricardo Vélez Rodríguez , 75 anos, é colombiano naturalizado brasileiro, graduado em Filosofia pela Universidade Pontifícia Javeriana, na Colômbia, e em Teologia pelo Seminário Conciliar de Bogotá; possui mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e doutorado na mesma área pela Universidade Gama Filho. Também já foi professor em diversas universidades brasileiras, incluindo a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e estrangeiras, em países como França, Estados Unidos e na própria Colômbia. Também é professor-emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), instituição que atua na formação de oficiais de alta patente, preparando-os para ocupar o generalato.


Mas o que um intelectual colombiano poderia pensar sobre a educação brasileira? Qual suas ideias para atuação no MEC?


Linhas de pensamento


Conhecendo as crenças e ideologias que o nosso atual ministro acredita, fica mais fácil conhecer os caminhos que serão tomados no MEC.


Então vamos entender melhor o que ele pensa!


Descentralização: A descentralização da educação brasileira passa pela sua base do liberalismo clássico, a qual acredita numa menor intervenção do governo federal.


Patrimonialismo: O atual ministro ainda tem algumas idéias em relação ao patrimonialismo do estado brasileiro. Ou seja, esse conceito pode ser definido como a apropriação da estrutura estatal como o instrumento de um pequeno grupo.

Estas são ideias bem distintas em relação aos anos anteriores que o governo anterior priorizava.


Marxismo Cultural: Outra ideia que percorre os pensamentos do nosso atual ministro da educação é o Marxismo cultural (bem como o de outros pensadores liberais-conservadores). O Marxismo cultural acredita que é necessário modificar a cultura, eliminando inclusive a influência das igrejas, onde o partido ocupasse espaços todos os espaços da vida social, inclusive da Educação.


Ele já deu algumas dicas do que pensa e do que pretende fazer!


Agora de sabemos o pouco dos ideais que percorrem a cabeça do nosso Ministro da educação, vamos as propostas para a educação neste mandato.

Propostas para o MEC


- Descentralização: Este é o ponto central do programa. Na visão de Ricardo, o novo Ministério da Educação, é preciso modificações por uma estrutura sem tanto foco nas políticas públicas como é hoje.


Neste projeto os municípios seriam o foco, a qual teriam total autonomia para estabelecer suas próprias políticas educacionais. Os estados e o governo federal ficariam apenas repassando verba para as cidades que mais precisassem.


Neste caso, o estado e o governo federal dariam apenas um auxílio financeiro aos municípios que fossem mais carentes.


Ricardo Vélez Rodríguez acredita numa política de intervenção que vem de baixo para cima, ou seja, do menor nível hierárquico para o maior. Desta forma, os municípios seriam as peças fundamentais para o sistema educacional proposto, embora não se tenham maiores detalhes de como seria esta proposta.


Conselho de ética: Outra ideia de Ricardo Vélez Rodríguez se refere a criação de um conselho de ética nas escolas, que prega uma educação moral reta para os alunos com objetivo de institucionalizar a reflexão sobre matérias éticas. No entanto, ainda não se sabe ao certo como será posto em prática.


Escola Sem Partido: Além disso, Ricardo ainda apoia ideias para a desconstrução de uma suposta ideologia nas escolas (apoiada pelo grupo que defende a escola sem partido). A escola sem partido acredita que a educação nas escolas tem feito a cabeça dos alunos com ideologias de gênero e sobre sexualidade, bem como orientações políticas, sendo os defensores da escola sem partido apoiadores de valores tradicionais ligados à preservação da família e da moral humanista.


Se você tiver interesse em saber um pouco mais sobre a escola sem partido, temos um post falando sobre isso.


Confere lá: https://www.goclassbrasil.com/blog/escola-sem-partido


Corte nas diretrizes nacionais de educação: As instituições suprapartidárias que ajudaram a construir o PNE (Plano Nacional de Educação) acreditam que as diretrizes nacionais da educação serão cortada, além da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) que orienta disciplinas e material didático para a educação básica.


Voucher educação: Outra possibilidade que os especialistas apontam como a criação do “voucher educação”, que estipula a distribuição de vales para as famílias escolherem um colégio privado e matricularem seus filhos. Esta é uma pratica já presente em países como Estados Unidos e Chile.


Empreendedorismos: Em relação as escolas públicas Ricardo acredita que elas devem preparar os alunos para o mercado de trabalho. Sendo assim, acredita devem haver aulas de empreendedorismo a estudantes de colégios públicos. Acreditando que deve ser criado um ambiente favorável ao empreendedorismo no Brasil.


EaD: Outra ideia que tem causado bastante polemica é em relação a ampliação do ensino à distância (EaD), como uma das forma de minimizar a suposta doutrinação nas escolas não só públicas como privadas. Hoje o EaD está presente nas universidades mas a ideia é disseminar para o ensino fundamental e médio (a reforma do ensino médio já prevê até 30% de EaD para alunos da modalidade).


ENEM: E por ultimo antes mesmo de assumir já havia uma clima de tensão rondando o novo governo e o INEP em relação as polemicas da ultima prova do ENEM, a qual falava em relação a um dialeto falado pela comunidade LGBT. Ricardo afirma que esse tipo de prova serve como instrumento para a ideologia de gênero, devendo considerar alguns ajustes nas provas do ENEM.


Entraves para as mudanças


- Livros e novas disciplinas: para aprovação de material didático e do conteúdos que neles estão contidos, o atual governo irá depender Conselho Nacional de Educação, órgão independente que auxilia as tomadas de decisão do MEC e é responsável pela definição da Base Curricular. Além disso, deve haver uma diminuição do número de disciplinas. No entanto para haver essa diminuição será necessária a intervenção do Congresso e rompendo com as instituições que hoje atual diretamente na educação brasileira.


- Educação sexual: o novo governo é a favor do projeto que impede a discussão de gênero e do uso de expressões como orientação sexual no ensino básico. Estas ideias são disseminadas pela Escola de Partido. Este é um projeto que está em pauta na Câmara para aprovação.


- EaD: o EaD já está prevista na nova reforma do ensino médio, estando previsto 30% da carga horária. A ideia é expandi-la também para o ensino fundamental, no entanto para isso seria preciso romper com as diretrizes do Conselho.


- Vouchers educação: Os vouchers ficaram a mercê de uma seleção e credenciamentos de colégios particulares que receberiam subsídios do Estado. No entanto, as instituições privadas tem apresentado baixo desempenho, sendo então um empecilho para esta proposta visto que no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) apenas 23% das escolas particulares conseguiram alcançar as metas estabelecidas pelo MEC, contra 42% das escolas públicas.


- Colégios militares: o novo governo afirma a construção de um colégio militar em cada capital brasileira. No entanto, para um governo que visa redução de custos será difícil manter o custo deste modelo, visto que nele o custo é três vezes maior que em uma escola pública convencional. Ou seja, menos alunos seriam alcançados, se o investimento em educação for mantido.


-Enem: O novo governo prevê mudanças na dinâmica ENEM, no entanto o INEP só prevê mudanças no exame a partir de 2021, depois da aplicação das novas diretrizes do ensino médio. Estas mudanças dependeria de algumas manobras inclusive da mudança de material didático nas escolas, indo contra o que o próprio INEP acredita para o formato do ENEM


-Fim da gratuidade das Universidades e fim das cotas raciais: O fim da gratuidade das universidades e das cotas raciais dependem de aprovação no Congresso pois altera a constituição que garante gratuidade em todos os níveis do ensino público e as cotas são garantidas por lei federal.


Agora que você já sabe as intenções do novo governo, concorda ou discorda dele ?


Equipe GoClass